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Site para advogado: o que a OAB permite segundo o Provimento 205/2021

Por Pedido Ativo · · 7 min de leitura

Resposta rápida

Advogado pode ter site, blog, perfil em rede social e trabalhar SEO. O Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB permite o marketing jurídico desde que ele seja informativo, sóbrio e discreto, sem captação indevida de clientela e sem mercantilização da profissão. Na prática, o site deve informar e educar, sem prometer resultado, sem alardear casos ganhos e sem linguagem de venda agressiva. Este texto é orientação geral: em caso de dúvida, consulte o provimento, o Código de Ética e a sua seccional.

Mesa de madeira com notebook, caneca de café e bloco de notas

O que o Provimento 205/2021 mudou

O Provimento 205/2021 atualizou as regras de publicidade da advocacia para a realidade da internet. Ele reconhece o marketing jurídico e o marketing de conteúdo como práticas permitidas, desde que compatíveis com o Código de Ética e Disciplina e com o Estatuto da Advocacia.

A palavra central é informativo. A publicidade do advogado existe para informar o público sobre o direito e sobre a atuação do escritório, com sobriedade e discrição. O que continua vedado é tratar a advocacia como mercadoria e captar cliente de forma indevida.

O que o site do escritório pode ter

  • Apresentação do escritório, história e áreas de atuação.
  • Nome dos advogados com número de inscrição na OAB, formação e trajetória profissional.
  • Endereço, telefone, e-mail, WhatsApp e formulário de contato.
  • Blog com artigos educativos sobre direitos, prazos e procedimentos.
  • Página de perguntas frequentes com respostas em linguagem acessível.
  • Otimização para busca (SEO), dados estruturados e Perfil da Empresa no Google.
  • Anúncios pagos são admitidos pelo provimento, com as mesmas restrições de sobriedade e sem oferta de serviço em tom de promoção.

Conteúdo answer-first combina com essas regras. Um artigo que responde "qual é o prazo para pedir revisão de aposentadoria" com clareza e base legal é informação útil, exatamente o que a norma incentiva.

O que o site não pode ter

  • Promessa de resultado, direta ou sugerida. Nada de "causa ganha" ou "recupere seu dinheiro".
  • Divulgação de casos concretos, valores obtidos ou lista de clientes, salvo nas hipóteses que as normas admitem.
  • Expressões de autopromoção como "o melhor", "especialista número um" e comparações com colegas.
  • Ostentação de bens, viagens e estilo de vida associados ao exercício da profissão.
  • Oferta de consulta gratuita, desconto, brinde ou sorteio como isca para atrair cliente.
  • Gatilhos de urgência e pressão típicos de venda: "últimas vagas", "fale agora antes que prescreva" em tom alarmista.
  • Abordagem ativa de quem não pediu contato.

Depoimentos e avaliações de clientes no site merecem cautela redobrada. Como podem ser lidos como promessa de resultado ou autopromoção, a postura mais segura é não publicar no site e consultar a seccional antes de qualquer uso.

Como escrever sem prometer resultado

A diferença costuma estar no verbo. Compare:

  • Evite: "Garantimos a sua indenização." Prefira: "Entenda em quais situações a lei prevê indenização e quais documentos costumam ser necessários."
  • Evite: "Somos os melhores em direito de família." Prefira: "Atuamos em direito de família: divórcio, guarda, pensão e inventário."
  • Evite: "Consulta grátis, chame já." Prefira: "Entre em contato para agendar um atendimento."

O mesmo cuidado vale para imagens. Foto de martelo, balança dourada e aperto de mão genérico não infringe regra, mas também não diz nada. Foto real do escritório e da equipe, sóbria, comunica mais e combina com o tom que a norma pede. Evite imagens que sugiram riqueza, vitória ou confronto.

Todo artigo deve deixar claro que é conteúdo informativo e que cada caso precisa de análise individual. Isso protege o escritório e o leitor.

Busca, IA e WhatsApp dentro das regras

Trabalhar SEO e preparar o site para assistentes de IA é organizar informação, não captar indevidamente. Títulos em forma de pergunta, respostas diretas, autoria identificada com OAB e data de atualização ajudam a busca e reforçam a credibilidade, que é o que sustenta um escritório.

O botão de WhatsApp é permitido como canal de contato. A mensagem inicial deve ser neutra, algo como "Olá, vim pelo site e gostaria de informações". A iniciativa é de quem procura o escritório, nunca o contrário.

Construímos sites para profissionais regulados com esse cuidado. Veja como trabalhamos em serviços de site.

Checklist antes de publicar

  1. Nome e número de OAB dos responsáveis visíveis.
  2. Nenhuma frase que prometa ou sugira resultado.
  3. Nenhum superlativo ou comparação com outros advogados.
  4. Nenhuma oferta promocional.
  5. Artigos com autoria, data e aviso de caráter informativo.
  6. Política de privacidade e formulário conforme a LGPD.
  7. Revisão final feita por um advogado do escritório, que responde eticamente pelo conteúdo.

Outras dúvidas sobre o processo de criação estão em dúvidas frequentes.

Quer avaliar se o site do seu escritório está claro para o público e adequado às regras? Peça o diagnóstico grátis. A análise é técnica e de comunicação, e a palavra final sobre ética é sempre do advogado responsável.

Perguntas frequentes

Advogado pode anunciar no Google?

O Provimento 205/2021 admite anúncios pagos, desde que sóbrios, informativos e sem oferta de serviço em tom promocional. O texto do anúncio segue as mesmas vedações do site: nada de promessa de resultado ou autopromoção.

Posso colocar o logotipo de clientes atendidos no site?

A regra geral é de sigilo e discrição sobre a clientela. Divulgar clientes pode configurar captação e violar o dever de sigilo. Na dúvida, não publique e consulte a seccional.

Quem responde se o site infringir as regras?

O advogado ou a sociedade de advogados. A agência ou o desenvolvedor executa, mas a responsabilidade ética perante a OAB é do profissional inscrito. Por isso a revisão final deve ser dele.